sexta-feira, 1º de dezembro de 2017
 
     
 
Workshop internacional discute o monitoramento da reutilização das águas residuais
 
     
 
 
 
 
     
 

Representantes da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (SSRH), da Secretaria da Saúde, DAEE, CETESB, Faculdade de Saúde Pública da USP, Comitê de Bacia do Alto Tietê, ANA, UN-Habitat e UNU-FLORES participaram de um workshop internacional para debater a questão da água de reúso à luz dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O encontro, realizado no dia 31/11, no Sesc Belenzinho, capital paulista, debateu a construção da capacidade regional para monitorar o reúso da água visando a sustentabilidade. A reunião contou com participação internacional e focou na necessidade de monitorar o tratamento de efluentes e seu reúso, em acordo com a meta 6.3.1 dos ODS.

Graham Alabaster, representante da UN-Habitat, destacou que o monitoramento das águas residuais é fundamental para que se possa ter dados específicos sobre quais os contaminantes e toxinas estão presentes na água que está indo para a estação de tratamento de esgoto. Já o integrante da UNU-Flores, Matthew Kurian, afirmou que diferentes indicadores são necessários para monitorar os efluentes em cidades grandes, pequenas, áreas rurais e áreas com estresse hídrico.

 

Monitoramento

“O ideal é fazer o monitoramento das águas residuais e seu reúso e a criação de indicadores por bacia hidrográfica. Esses indicadores levam em conta aspectos socioeconômicos e institucionais, além de aspectos biofísicos”, apontou o engenheiro Américo Sampaio, coordenador de Saneamento da SSRH. Ele ressaltou ainda que, quanto maior o grau de tratamento de efluentes, melhor vai ser a qualidade dessa água para o reúso, a qual será posteriormente utilizada para suprir diferentes finalidades.

Na visão de Marcos Neves da Agência Nacional de Águas (ANA), já existem bons dados do monitoramento da quantidade da água disponível nos corpos hídricos brasileiros, porém, o monitoramento da qualidade da água continua um grande desafio. “A ANA está tentando quantificar quais são as atividades econômicas que mais geram esgoto e mensurar qual a contribuição dessas atividades para o PIB do país”, apontou.

O Assessor para Assuntos Internacionais da SSRH, Patrick Johann Schindler, lembrou que o intuito do Workshop foi iniciar um debate sobre quais os critérios mais adequados para se criar um indicador para o estado de São Paulo. “Esse indicador e a coleta de dados servirão de base para nortear a criação de novas políticas públicas destinadas a melhorar a gestão do saneamento e a qualidade de nossas águas”, comentou.

 

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Os ODS são um conjunto de 17 objetivos e 169 metas globais estabelecidas pela ONU com prazo até 2030 para serem alcançadas. A erradicação da pobreza e um modelo de mundo mais sustentável estão entre seus temas principais de discussão. Na área de saneamento, o objetivo de desenvolvimento sustentável mais importante é o de número 6, que prevê “assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos”. Conheça abaixo quais são os itens do Objetivo 6:

6.1 - Até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo à água potável e segura para todos.

6.2 - Até 2030, alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos, e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade.

6.3 - Até 2030, melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição, eliminando despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais perigosos, reduzindo à metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentando substancialmente a reciclagem e reutilização segura globalmente.

6.4 - Até 2030, aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a escassez de água.

6.5 - Até 2030, implementar a gestão integrada dos recursos hídricos em todos os níveis, inclusive via cooperação transfronteiriça, conforme apropriado.

6.6 - Até 2020, proteger e restaurar ecossistemas relacionados com a água, incluindo montanhas, florestas, zonas úmidas, rios, aquíferos e lagos.

6.a - Até 2030, ampliar a cooperação internacional e o apoio à capacitação para os países em desenvolvimento em atividades e programas relacionados à água e saneamento, incluindo a coleta de água, a dessalinização, a eficiência no uso da água, o tratamento de efluentes, a reciclagem e as tecnologias de reuso.

6.b - Apoiar e fortalecer a participação das comunidades locais, para melhorar a gestão da água e do saneamento.


 
     
  Share on FacebookTweetShare on Google+Post to TumblrShare on LinkedInSend email
Mais notícias